Criação de vagas até outubro de 2013 supera o ano de 2012
Mercado de trabalho: criação de empregos em 2013 supera a de 2012 (Reinaldo Canato)
O Brasil registrou abertura de 94.893 vagas de trabalho no mês passado,
abaixo das 110 mil esperadas, segundo dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta
quinta-feira. O saldo foi influenciado, sobretudo, pelas contratações
na indústria e no comércio. De acordo com o Caged, o comércio assinou a
carteira de 52.178 trabalhadores e a indústria abriu 33.474
vagas.
Contudo, o resultado de outubro contribuiu para que, no acumulado
dos dez primeiros meses do ano, o mercado formal de trabalho tenha criado mais
vagas do que em todo o ano de 2012. De janeiro a outubro, houve
a contratação líquida de 1,46 milhão de trabalhadores. O número é
18,29% superior ao verificado no mesmo período do ano passado, quando 1,23
milhão de vagas foram criadas. O dado de 2013 também é superior ao total de
2012, quando foram criadas 1,37 milhão de vagas. O resultado consolidado mostra
recuperação do emprego em relação ao ano anterior.
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Setores - Segundo o MTE, o
setor de serviços liderou a criação de vagas até outubro, com 594.307 postos
criados (contra 644.155 no mesmo período do ano passado). Já a indústria
de transformação contratou 320.386 trabalhadores no mesmo período. De janeiro a
outubro do ano passado, a indústria teve saldo líquido de 76.666 vagas e
a construção civil registrou a abertura de 207.787 postos com
carteira assinada, contra 138.799 vagas no mesmo período de 2012. Já o setor
agrícola criou 104.292 empregos nos dez primeiros meses deste ano (contra 2.995
no mesmo período de 2012), enquanto o comércio abriu 184.735 vagas formais de
janeiro a outubro de 2013 (contra 352.642 vagas abertas nos nove primeiros
meses de 2012).
Os números do acumulado de 2013 foram ajustados para incorporar as informações
enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de setembro). Os dados de
outubro ainda são considerados sem ajuste.
Durante a manhã, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no país recuou para 5,2% em outubro, melhor patamar no
ano, mas mostrou que o rendimento médio da população parou de subir, após dois
meses de avanço.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)